-Cortar os cabelos faz com que cresçam mais rápido?Não. “A ponta dupla enfraquece os cabelos, por isso cortar com frequência elimina esse problema. Mas, se você cortá-lo mais do que um centímetro por mês, vai encurtá-lo, pois o cabelo não cresce mais rápido do que isso. O corte também não ajuda a combater a queda”, esclarece a dermatologista. De acordo com ela, muitas vezes o tratamento pode ser feito com a reposição de aminoácidos e vitaminas.

– Lavar os cabelos todos os dias enfraquece os fios?Pelo contrário. Segundo a Dra. Christiana, lavar os cabelos diariamente é benéfico, pois reduz a oleosidade do couro cabeludo, que é um importante fator de queda dos fios.
– Calvície nas mulheres pode ser tratada?Sim. Segundo a Dra. Christiana, embora seja mais marcante e visível nos homens, a calvície também pode afetar as mulheres. “A alopecia [nome dado ao problema] muitas vezes começa a se manifestar na adolescência, quando ocorrem alterações hormonais, mas, por ser discreta, muitas mulheres não se queixam nesse período. Após a menopausa, com novas alterações hormonais, o problema se agrava”, explica. O tratamento é feito com suplementos nutricionais, tratamentos hormonais, shampoos e loções adequados ou via laser, que ajuda na melhor absorção dos medicamentos e recuperação da espessura do cabelo e estimula o crescimento de novos fios.
– Dormir de cabelo molhado enfraquece os fios?Não. “O que acontece é que eles ficam marcados, perdendo o seu balanço natural. Neste caso, há mais lenda do que propriamente um problema”, esclarece. No entanto, a especialista explica que ir com o cabelo molhado para a cama impede a evaporação da umidade concentrada na raiz, o que pode irritar o couro cabeludo, levando a uma dermatite irritativa.
– Estresse pode causar queda de cabelo?Sim. Em períodos de estresse, ocorre a liberação de cortisona, que aumenta a oleosidade do couro cabeludo e, consequentemente, a queda. “A pele, no geral, também fica mais oleosa em situações de estresse, por isso é comum o aparecimento de acne nesses períodos”, explica a especialista.